Shabbat o 7º Dia

O Sábado é e sempre foi o 7º dia, o dia do Senhor.

O Povo Eleito

Não foram os judeus que escolheram D-us, foi D-us que os escolheu para portadores da salvação, de Avraham a Moisés.

O Novo Papa Francisco

É o Sucessor de Pedro, calça as sandálias do pescador, para levar a palavra a todos.

A Torah Sagrada

Se Avraham é o Pai das Religiões da Revelação, eis aqui a revelação a TORAH.

A Lingua Hebraica

A língua sagrada e alfa-numérica das escrituras.

domingo, 17 de agosto de 2014

SENHOR, SALVA-ME




“SENHOR, SALVA-ME!”

(Reflexão do Evangelho de Mateus 14,22-33)

Quem abraça a fé, não caminha sozinho, não se deixa levar pelos ventos contrários! A certeza de que Yeshua(Jesus)  nunca se distancia de nós, nos encoraja e nos tira das margens e nos faz avançar sem medo para águas mais profundas! Confiar em Yeshua(Jesus) , é a nossa maior riqueza, Ele é o sinal por excelência do amor do Pai! Ligados a Ele, encontraremos meios capazes de transformar qualquer realidade contrária à vida. Yeshua(Jesus)  nos chama a exercer um determinado serviço, a assumir livremente uma missão! Quem diz “sim” ao seu chamado, se compromete em gastar a vida para que outros tenham mais vida! É importante descobrirmos qual é o nosso compromisso como Igreja na sociedade! A vocação nos direciona ao serviço, a sermos construtores de um reino de justiça e de paz na família, na comunidade e na sociedade! Colocarmos a serviço da vida já é responder a nossa vocação, é posicionarmos contrários a qualquer atitude que provoque sinais de morte! O evangelho nos apresenta, que devemos nos colocar  na barca de Yeshua(Jesus) , enfrentando os mesmos desafios que os primeiros discípulos enfrentaram na trilha da fé! O texto chama a nossa atenção para a essencialidade da fé! Sem uma fé firme, com raízes profundas, não tem como vivermos bem a nossa vocação, pois a vocação é o exercício da fé. Assim como os discípulos tiveram dificuldades em atravessar para outra margem, nós também, temos dificuldades em atravessar o mares impetuosos da nossa vida para chegar ao outro! A narrativa nos diz, que Jesus, depois da multiplicação dos pães, quando Ele passou para os discípulos a responsabilidade de alimentar uma multidão: “(Dai-lhes vós mesmos de comer”) ensinando-os a partilhar, manda-os entrarem na barca em direção à outra margem, isto é, irem ao encontro de outros povos. Podemos dizer, que o Meshiah(Jesus) já estava preparando os discípulos para caminharem sem a sua presença física! Até então, eles eram totalmente dependentes da presença física do Rabi( Jesus) , o que não poderia continuar, já que após a sua volta para o Pai, seria eles, os responsáveis em conduzir a sua barca. Em obediência aYeshua( Jesus) , os discípulos entram na barca e seguem sozinhos mar à dentro. Mas Jesus, assim como os pais observam seus filhos nos seus primeiros passos, observa-os de longe, sem os perder de vista! Yeshua vê, quando eles são surpreendidos pelos ventos contrários em alto mar, e vai ao encontro deles andando sobre as águas. Tomados pelo medo os discípulos não o reconhece e mesmo Ele tendo dito: ”Coragem! Sou eu, Pedro exigiu-lhe uma prova: “ Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro caminhando sobre a água.” Pedro desce da barca e começa a andar sobre as águas, mas ao sentir-se inseguro, recorre imediatamente a Jesus: Senhor Salva-me”. E Yeshua(Jesus), estende-lhe a mão e o segura. Com a chegada de Jesus, houve uma calmaria, os ventos cessaram, e os que estavam na barca, prostraram diante Dele dizendo: Verdadeiramente tu és o Filho de D’us!” Na sua insegurança, Pedro, que recebeu uma bronca de Yeshua(Jesus), demonstrou que ainda dependia da presença física de Jesus, ele ainda não tinha uma fé suficiente madura para entender que até mesmo à distancia, Jesus o salvaria, como Ele curou o empregado de um soldado romano, à distancia. (Lc 7,6-7) Assim como Pedro, que na sua fragilidade humana, vacilou várias vezes na fé, nós também vacilamos. O importante, é fazermos como Pedro: exercitar a nossa fé, buscando Jesus! Jesus espera por nós, Ele releva os nossos deslizes na fé! Pedro vacilou várias vezes até chegar à sua grande profissão de fé: "Tu és o Messias o Filho do Deus vivo." Para Yeshua( Jesus), o nosso passado não existe, o que vale para Ele, é o nosso presente, é o que somos à partir do nosso encontro pessoal com Ele! A fé, não é algo que se tem de imediato, a fé é uma construção que se desenvolve através de um processo lento, que vai se solidificando à medida em que fazemos a experiência de Yeshua (Jesus)  em nossa vida! Buscar o crescimento na fé, é optar pela vida plena! Quem tem fé, nunca perde a esperança e nem se deixa abater diante às dificuldades, pois carrega consigo, a certeza de que em Yeshua (Jesus) está o seu porto seguro! Quando somos surpreendidos pelas ondas do mar revolto e ficamos a - deriva, podemos ter a certeza de que o Meshiah Jesus vem ao nosso encontro! Ele não vem na sua roupagem, como foi ao encontro dos primeiros discípulos. Hoje, Ele vem até a nós, escondido no coração de um amigo, ou até mesmo de um estranho. O que importa, não é como o Rabi Jesus chega até a nós, o importante é que Ele vem nos salvar! " Yeshua, Senhor, Salva-nos!"

FIQUE NA PAZ DE JESUS!-Olívia Coutinho
(Texto adaptado da página Liturgia diária)

domingo, 27 de abril de 2014

A FORÇA DO RESSUCITADO


É domingo, e Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, que com medo estavam reunidos a portas fechadas. Mas a aparição de Jesus, que envia os discípulos em missão, quer mudar essa realidade. Ele aparece novamente, no domingo seguinte. Ainda há medo e fechamento e ainda há quem duvide de que ele pudesse estar vivo.
Soprando e enviando o Espirito Santo, Jesus recria a comunidade dos Seguidores, transmitindo sua força de ressuscitado. Com essa força divina os discípulos terão coragem de abrir-se para o mundo e continuar a missão do mestre. Missão que nada mais é que a construção da paz na comunidade e na Sociedade e que se dá pela busca do perdão que recria as relações.
A bem aventurança da ressurreição é a bem aventurança da fé. Pois não se trata de ver e tocar Jesus para continuar sua missão. Trata-se em acreditar em suas palavras e ações por meio do testemunho de tantos que, antes de nós, entregaram sua própria vida pela missão do Mestre. Felizes somos nós, portanto, se acreditamos sem ver ou tocar. Felizes somos nós se damos espaço ao Espirito do Ressuscitado, se somos construtores da paz, se buscamos o perdão. Felizes de nós se vencemos o medo e nos abrimos ao mundo, fazendo de nossas comunidades, familias e experiências pessoais um sinal da ressurreição daquele que venceu a morte continua conosco. Felizes de nós se, ao nos reunirmos aos domingos conseguimos sentir e transmitir a alegria do ressuscitado .
Com a coragem de quem tem fé, abramos portas e janelas das nossas vidas e das nossas comunidades para que o Espírito, sopro Divino, continue passando com a força da Ressurreição.


Pe. Paulo Bazaglia, ssp

(Baseado no Evangelho de João 20,19-31)

Trânscrito do seminário Litúrgico “ O DOMINGO” , de 07/04/13.

terça-feira, 4 de março de 2014

O QUE É QUARESMA??





A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de D’us.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo(Yeshua Meshiah), escutando a Palavra de D’us, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo(Yeshua), já que por ação do pecado, nos afastamos mais de D’us.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a D’us e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus(Yeshua). Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

40 dias

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus(Yeshua) passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.

A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão

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